sexta-feira, 16 de maio de 2014

Preconceito no meio acadêmico.

Durante muito tempo eu vivi na ilusão de que pessoas instruídas eram mais tolerantes a semelhanças. Nesses quatro anos de curso, percebi que isso era apenas um mito. O preconceito está enraizado na sociedade brasileira, independente da classe ou posição social. O que eu vejo quando vou para a faculdade é um bando de pessoas com a mente fechada e opiniões superficiais, que se recusam a ter uma analise mais profunda das coisas. Muita gente guiada pelo senso comum. Alunos, professores, coordenadores. Não faz diferença. Todos são alvos. Todos são passivos de serem hostilizados.

O caso mais recente que aconteceu foi de um docente da faculdade, que manifestou sua fé. E por ser parte de uma minoria, constantemente marginalizada e vista como errada pelos fundamentalistas cristãos que dizem pregar o amor e o perdão quando na verdade apenas espalham o ódio e a intolerância, teve sua propriedade vandalizada pelos mesmos cristãos que se dizem boas pessoas. É uma grande hipocrisia quando você prega o amor de Deus, mas só pratica o preconceito e a intolerância com aqueles que fizeram escolhas diferentes das suas. Falta a esses religiosos mais discernimento e senso do que é certo. Por que tudo bem você ter ou não uma religião, desde que não queria forçar as pessoas a sua volta a acreditarem, ou desacreditarem, no mesmo que você.

As faculdades de hoje em dia deixaram de ser um local para se construir uma visão critica do mundo. E quando essa falta de reflexão se junta ao fanatismo religioso cria-se monstros. Seres incapazes de julgar o que é certo e o que não é. Pessoas que acreditam serem portadoras da verdade universal e que por isso tem o direito de julgar, condenar e executar o que é diferente.

Eu, como ateísta, não tenho nada contra os religiosos. Meu problema é a religião. A religião cega, entorpece e anula o senso critico das pessoas. E é por isso que pedimos por mais escolas e menos igrejas. Afinal, a pessoa que foi criada sem o correto estimulo para questionar, quando cai na armadilha da religião – em especial a evangélica – passa a crer que é digna de converter todos a sua volta, e direciona seu ódio e frustração a todos aqueles que não compartilham de sua loucura.


A religião é o opio do povo – Friedrich Nietzsche.

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